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Segunda, 25 de Março de 2019
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O que é caixa de Pandora?

Segunda, 11 de Março de 2019
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O que é coaching?

Segunda, 04 de Março de 2019
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O que é um bode expiatório?

Segunda, 25 de Fevereiro de 2019
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O que é eufemismo corporativo?

Segunda, 18 de Fevereiro de 2019
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Segunda, 11 de Fevereiro de 2019
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Professor ou o homem que ferrava almas

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Professor ou o homem que ferrava almas

Quando eu era pequeno, no sítio de meus tios, onde passava minhas férias de julho, lembro-me de haver perguntado por que é que se marcavam a ferro os bois e cavalos? Parecia-me uma maldade, mas meus tios me disseram que era para que os outros soubessem que eles tinham donos. E perguntei de novo: e eles sabem disso? Sabem porque nós tratamos deles, porque cuidamos deles. Na época não entendi, hoje imagino que marcavam suas almas (nem sei bem se os animais as têm), marcavam com o ferro do amor. Os animais ali, então, nunca morriam, apenas ficavam encantados quando chegava a hora deles.


Muitos anos depois, já professor, tive uma sensação parecida quando fui escolhido pela primeira vez para nome de turma dos formandos de uma escola de ensino médio, em Maringá. Uma aluna, muito sem jeito, foi escolhida para fazer uma homenagem para mim (como se a escolha já não fosse a maior de todas) e, em meio a todas as convenções que caracterizam essas solenidades, disse-me que eu havia marcado a ferro a alma deles para sempre. Naquele momento lembrei-me dos bois e dos cavalos, de meus tios, e entendi o que me disseram: senti-me como um homem que ferrava almas. E pensei na enorme responsabilidade que eu tinha e tenho em deixar marcas nas pessoas, e, como são a ferro quente, são para sempre.


As marcas podem ser boas ou ruins, cabe a nós professores dizê-lo como serão. Como são a ferro quente podem doer na hora, mas deverão fazer sentido no futuro, visto que nossos alunos, com certeza, são dotados de almas. A cada dia que pensarmos neles, deveremos lembrar que são, no fundo, apenas crianças que precisam de algum ponto no horizonte de névoas para que possam se guiar. Deveremos lembrar que não há almas ruins, o que há são almas perdidas precisando da nossa marca, como fazia meu tio, da marca dos que ferram com amor.


Então, professores amigos, ferreiros de plantão, esquentem suas marcas e queimem como quem sopra borboletas, se eles forem jardim; se forem ruas, imprimam como quem planta ipês para sempre floridos; se forem corpos ao vento, ferrem como quem desabotoa rosas; se forem cinzas, marque-os como quem imprime um pôr-do-sol; se forem amarelos, salpiquem gotas de azul e criem o verde da esperança; se forem saias velhas, borde-os com pássaros e permitam que a vida seja um grande baile; se forem terra seca, inunde-os de maçãs da terra, que florescem para dentro; se, enfim, apresentarem-se como poeira, encharque-os para que se tornem barro e, assim, possam ser soprados até que virem humanos, até que virem humanos, até, ferreiros amigos, que virem Humanos.