Prof. Nailor Marques Jr.

fevereiro 16, 2009

Garota realismo fantástico

Arquivado em: comportamento — Prof. Nailor Marques Jr. @ 1:12 pm

Aprendi uma coisa muito interessante assistindo o quadro GAROTA FANTÁSTICA no programa Fantástico, da Rede Globo. O que eu aprendi? Realmente eu não entendo nada de mulher bonita. O programa passou meses selecionando garotas bonitas e/ou atraentes para representar um abeleza fantástica e a final foi uma seleção de mulheres horrorosas. Deviam mudar o nome do quadro para Garota Realismo Fantástico, aí sim, poderíamos contar as participações da Cuca, da Mula-sem-cabeça, da Pisadeira-da-mão-furada e outras entidades do além. As garotas selecionadas estariam mais à vontade.

Eu dou aulas no Colégio Nobel em Maringá, no Paraná. Se o fantástico viesse aqui ficariam embasbacados, é a maior concentração de meninas/meninos bonitos por metro quadrado do país. Vamos rever o conceito do concurso ou ampliar para entidades do além e figuras interplanetárias. Na verdade, não que as selecionadas sejam feias, no planeta de onde vieram elas devem ser bonitas, é uma pena que o concurso seja na Terra. 

fevereiro 12, 2009

Leitura 2009

Arquivado em: Educação — Prof. Nailor Marques Jr. @ 12:04 pm

Resolvi, a pedido de alguns amigos e professores que me ouviram em palestras no começo do ano, falar um pouco no blog sobre as coisas que li esse ano. Então começarei uma série de posts com pequenos comentários sobre o que li. Não tenho a intenção de convocar ninguém à leitura e nem escolher um tipo de livro, tudo que for lendo vai virar comentário aqui.

Nas minhas aulas e nas palestras sempre digo que um bom leitor, alguém que deseja que a leitura faça diferença na sua vida, deve ler em torno de 50 livros por ano. Muitos podem achar demais, mas quem quiser atingir essa marca, faça um pacto consigo mesmo de quatro anos. No primeiro, um livro por mês, depois dois, três e no quarto quatro, isso dará os 50 desejados. Não é díficil.

Por onde eu começo? me perguntam muitos. Eu digo comece pelo que gosta e depois aprenda a gostar do que é bom e necessário. A pior leitura é melhor do que leitura nenhuma. Começa aqui então as pequenas resenhas despretensiosas do que já li desde primeiro de janeiro de 2009.

01) Pequenos amores, de José Roberto Torero. Editora Objetiva, 119 páginas. Uma delícia de leitura, como quase tudo escrito pelo autor. Numa cidade fictícia, Paraíso, habitada por 11.890 pessoas, poderemos viajar pelas mais engraçadas e absurdas histórias de amor. Teoricamente, tudo começou com Adão e Eva que chegaram a rabiscar seus nomes na macieira da praça central. Que procura leitura agradável e diversão garantida, o livro deve estar no topo.

02) Vale tudo: o som e a fúria de Tim maia, de Nélson Mota. Editora Objetiva, 389 páginas. Na verdade, apesar de ser a biografia do grande (em todos os sentidos) Tim Maia, o livro é uma das coisas mais engraçadas que já li na vida. Todos sabemos por alto que Tim era louco e genial, mas só lendo o livro para podermos saber que ele contrariava qualquer regra a qualquer hora do dia, em qualquer lugar que estivesse. O título só poderia sido Vale Tudo, o tudo matou Tim, principalmente o consumo ilimitado de álcool e drogas. A narrativa de Nélson Mota é brilhante, leve e convida o leitor a viajar na loucura alheia.

 

fevereiro 11, 2009

Não existe risco Brasil

Arquivado em: Publicações — Prof. Nailor Marques Jr. @ 9:46 am

Não me sinto feliz com a crise econômica que que assola praticamente o mundo todo, no entanto mesmo não sendo economista, em 2004, no meu livro 20 vezes Brasil, eu publiquei um artigo-bônus com o título dessa postagem. E nele eu já questionava exatamente o poder de julgamente da agências classificadoras de risco e, como o brasileiro, se deixava levar por avaliações sem critérios claros e com conotações explicitamente políticas. Convido a todos meus cinco leitores para que leiam o artigo em questão. Fico trsite pela crise, mas feliz pela atualidade do que tenho escrito religiosamente nos últimos 10 anos.

                                                                      Não existe risco Brasil

 

O poeta sul-matogrossense, Manoel de Barros, diz num de seus maravilhosos textos que “o que não acaba no mundo é gente besta e pau seco”. Isto parece ser a explicação mais simples e direta para os eternos momentos de instabilidade econômica e política que o Brasil está vivendo constantemente. Períodos que, segundo especialistas norte-americanos em capitalismo selvagem, seriam denominados “risco Brasil”. Até aí parece-me que está tudo bem, eles defendem seus interesses, por mais desumanos que sejam, mas difícil é aceitar que os brasileiros também creiam nisso. O risco que o Brasil corre é o mesmo que todos corremos, simplesmente porque estamos vivos. Quem está vivo, a qualquer momento, de qualquer causa, pode morrer e quem está inteiro, pelas mesmas razões, pode quebrar. Agora não é porque podemos, que iremos desejar que isso nos aconteça. Então, não sejamos bestas.

A dita avaliação de risco é feita basicamente por bancos de investimento estadunidenses como o J. P. Morgan, Standard & Poor’s e a corretora Merryl Linch e dentro deles, funcionários saídos do fechado e rançoso mundo acadêmico, que sequer sabem localizar no mapa nosso país e nos imputam pontos e mais pontos negativos ou quando lhes interessa, deixam que subamos para negociar uma ALCA ou eleger um presidente novo, favorável a eles. Olham para nós por uma fresta de sua tacanha janela, como se não fôssemos um país, mas um aglomerado de almas perdidas esperando que algum gênio burocrático saído de uma lâmpada obscura, apareça para nos dizer para onde devemos ir e como devemos viver. O mais triste é que essa lógica é repetida nas escolas, desde o ensino fundamental até às pós-graduações, alguns para se lamentarem, outros para reviver as guerrilhas ideológicas mofadas dos anos 60, outros ainda para defenderem a idéia de que esse lugar não tem jeito mesmo, o negócio é fugir daqui, na base do último que sair apaga a luz.

O mais irritante em episódios como esses é que brasileiros acreditem nos números saídos das gavetas alienígenas e empoeiradas e deixem de ver, mesmo acompanhando as notícias nacionais e internacionais e a veracidade de sua própria realidade, que o Brasil não é, nem pode ser a Venezuela, a Argentina, o Iraque ou a Nigéria e que a tal classificação não representa prejuízo para os investidores estrangeiros, mas apenas uma ligeira diminuição no absurdo lucro que eles obtêm de nós. Vale lembrar que enquanto as empresas transnacionais têm ou tinham 7% dos seus lucros na Argentina, no Brasil eles chegam a quase 20. Vejam que toda essa parafernália de números nunca afeta os bancos locais (agora fundidos aos multinacionais), que estão cada vez mais ricos, mesmo com toda a desgraça que se apregoa. Será que se o Brasil fosse tão perigoso assim, tantos bancos teriam se mudado para cá nos últimos 10 anos? Quem lida com dinheiro (no caso dos banqueiros com muito) sabe de coisas que nós, simples mortais, nem sonhamos existir.

O mais cômico, se não fosse trágico, é que mesmo em meio a todos os escândalos de balanços adulterados e falências e concordatas fraudulentas de grandes corporações norte-americanas ou multinacionais européias, ninguém ouse falar em “risco Estados Unidos” ou “risco Europa”. E o mais vergonhosamente descarado é que a dita impecável economia do Tio Sam permita que as mesmas empresas de consultoria sejam as auditoras de seus clientes. Na prática, isso é facilmente explicável, já que para cada dólar que se ganha com auditoria, ganham-se sete com consultoria. Se isso não for uma situação de risco é, no mínimo, uma prostituição numérica e de transparência e caráter, contra o que ninguém ousa se levantar. E mesmo diante de acontecimentos dessa natureza, de relatórios fraudulentos de armas químicas para justificar massacre em nome de petróleo, de eleições americanas de resultado duvidoso, de notícias que fabricam inimigos ocultos a todo momento, os brasileiros deixem de manter sua poupança lá fora, leia-se algo em torno de 100 bilhões de dólares, mais do que o dobro de nossas reservas cambiais históricas. Isso sem contar o que os ladrões do fisco e beneficiários de propinas mantêm no exterior também, mas isso é compreensível.

Todo o perigo que nós corremos aqui, como brasileiros, é que nosso país, que enfrentou e vem enfrentando todo tipo de crise ao longo de sua história, seja, no fim de tudo, uma grande nação. A idéia de podemos e merecemos ser grandes pode e deve ser objeto da vida escolar, tem de estar no cerne das preocupações de alunos e professores. Mesmo em meio às maiores turbulências, o Brasil sempre resistiu e vem resistindo e crescendo e, talvez, para o estrangeiros, esse seja o verdadeiro risco: deixar que nós cresçamos e enfim ocupemos o lugar que nos é devido. Cada brasileiro deve pensar que globalização não quer dizer que devemos perder nossa identidade e controle, mas que os outros tenham finalmente visto qual é o nosso potencial e como ele pode ser nocivo se quisermos usá-lo (a China que já entendeu seu valor e poder promove um susto atrás do outro, no tão sólido capitalismo americano).

É preciso lembrar, no entanto, que nenhum grande destino irá se cumprir, se nós, envolvidos diretos, não acreditarmos nisso e lutarmos sempre unidos para defender o que é nosso. Um país real e de pessoas de olhos abertos tem de ser mais concreto que o julgamento de um teórico de laboratório estrangeiro. Um homem sempre terá de valer mais do que um conceito, um país mais do que um número e uma nação mais do que rótulo, porque os rótulos não podem e não devem governar as almas. Faz parte (ou pelo menos deveria) de todo o processo educacional abrir as mentes de professores e alunos para o Brasil em que vivemos e que também será de nossos filhos, assim como já foi de nossos antepassados e deixar claro, geração após geração, que quem não acredita em si mesmo, jamais obterá a crença alheia. E ajustando os dizeres do poeta: nós aceitaremos a nossa cota de pau seco, se eles assumirem a deles, de gente besta.

 

 

fevereiro 9, 2009

UNOESTE - palestra de início de ano 02-02-2009

Arquivado em: Educação — Prof. Nailor Marques Jr. @ 5:31 pm

Para mim foi uma grata satisfação ter realizada a palestra de abertura do ano letivo para todos os professores da UNOESTE, em Pres. Prudente-SP, por várias razões, mas cito três:

1) Eu nasci em Prudente e precisei falar mais de 1000 vezes em todos o Brasil e no exterior para receber um convite para a cidade que desse certo;

2) Foi o primeiro encontro do gênero em 37 anos de instituição, um encontro que reuniu todos os professores ao mesmo tempo, das mais variadas áreas e eles estavam felizes;

3) O auditório estava lotado, com mais de 550 professores e em mais de 2h e 30 de palestra, ninguém se levantou para nada. Com a qualidade intelectual e profissional do público presente, considerei um feito extraordinário.

 

Apresento aqui algumas fotos e reproduzo a entrevista que a revista interna fez comigo. 

 

Educar é ser feliz, afirma Nailor

 

Educador empolga platéia de intelectuais e afirma: “falta fogo nos olhos dos professores”

 

         Quem foi ao Teatro César Cava ontem (2) esperando mais uma tradicional palestra sobre Educação saiu “transformado”. Ao falar sobre O papel do professor e a postura interdisciplinar, Nailor Marques Júnior (45) literalmente paralisou por 2h45 uma platéia de 550 docentes universitários (graduação e pós-graduação) da Unoeste – Universidade do Oeste Paulista.

         O palestrante, formado em Direito e Letras (UEM) é autor de vários livros na área da Educação e DVDs sobre reconhecimento de oportunidades na vida pessoal e profissional. Já fez mais de mil conferências no Brasil e no Exterior. Na Unoeste, sua fala esteve vinculada aos seus livros Educação para a felicidade e Educação para as inteligências.

         Demonstrando um humor contagiante e domínio incomum sobre a arte da palavra Nailor abriu sua palestra declamando o Poema II de O guardador de rebanhos (Fernando Pessoa). Destacou a importância do educador em nascer “a cada momento para a eterna novidade no mundo”.

Durante todo o tempo, sua fala foi permeada por citações de grandes nomes da Literatura. Além de Fernando Pessoa, citou Platão, Sócrates, Padre Vieira, Rui Barbosa, Drummond, Manoel de Barros, Naum Alves de Souza, Adélia Prado, Ferreira Gullar entre outros. Fez leituras semióticas sobre a arte do gênio da pintura francesa neoclássica Nicolas Poussin, bem como da obra-prima Pietà, esculpida em mármore de Carrara por Michelangelo, aos 23 anos. Decifrou a citação do gênio de que libertar imagens é muito diferente de esculpir imagens. Lembrou que a pior pobreza é a de espírito. Utilizando-se de versos de Adélia Prado demonstrou sobre a importância da construção de conceitos como estratégia de aula. Convenceu que “não existe aula interdisciplinar, existe é professor interdisciplinar e que educar exige amor, o que não significa ser bonzinho”.

Nailor fez questão de enfocar sua experiência docente no campo da Literatura e falar da satisfação e do orgulho em ser professor. “Ensinar é como gostar de arte. Se um quadro, ou escultura, ou livro, ou música não causar prazer elas pouco ou nada servem”, lembrou. “Você tem que ter escolhido ser professor, gostar até mesmo das dificuldades, do contrário deve desistir da profissão”.

O educador ressaltou que é inconcebível a falta do hábito de leitura por grande parte dos professores brasileiros. “Em qualquer área, ler é nossa principal ferramenta de trabalho e o verdadeiro mestre nunca teme a total transmissão do conhecimento aos seus alunos”.

De acordo com Nailor, a relação ensino/aprendizagem nunca foi e não pode ser tarefa fácil. “É um pacto muito sério entre a sede do aluno e a disposição do professor de matá-la, o professor tem que estar preparado para o aluno que tem sede de saber. Em sala de aula o professor precisa o tempo todo incentivar o aluno a interagir, a falar o óbvio, descomplicar o conhecimento e potencializar as qualidades de seus educandos. 

Parafraseando trechos dos sermões de Vieira, lembrou que “o homem não é o que ele fala, o homem é suas ações”. Observou que o bom professor deve se pautar em três requisitos básicos: “domínio de conhecimento e a confiança do aluno nesse domínio; método (a grande metodologia é a de cada um) e postura, lembrando que a orquestra toca de acordo com o movimento do maestro. Entre muitos exemplos, citou a sabedoria chinesa sobre o significado do elemento fogo (símbolo da vontade de realizar e da inteligência) e acrescentou: “o professor não pode ser frio, nem morno, falta fogo nos olhos dos professores”. 

Para Nailor, o professor precisa estar atento aos 4 pilares da Educação instituídos para este século: Educar para o Ser (o desafio de cultivar todas as potencialidades do ser humano); Educar para o Aprender (incentivar o aluno a aprender a aprender – este confia no professor se o professor demonstra que confia no aluno); Educar para o fazer (para dar sentido àquilo que se propõe) e Educar para o Conviver (lembrar sempre que pessoas são diferentes).    

A uma platéia de professores universitários e de intelectuais que o aplaudiu em pé, demonstrou ainda a necessidade diária de reinventar. Em segundos transformou uma folha de papel amassada numa flor. “Todo dia é dia de florescer”, fechou.

  

 

 “O bom filho à casa torna”

 

 

Em sua palestra número 1.046, Nailor Marques Júnior, ressalta a emoção de voltar a sua cidade natal, Presidente Prudente, agora na condição de palestrante, mas nunca deixando de ser professor. Aos presentes na palestra, que fez parte do Encontro Pedagógico dos Docentes da Unoeste, demonstrou a importância de reconstruir para o próprio professor a sua imagem. Em entrevista à Assessoria de Imprensa (AI) da Unoeste ele falou sobre o tema O papel do professor e a postura interdisciplinar e a busca da felicidade.

        

AI – Qual o seu objetivo com a palestra que aborda assuntos do livro Educação para a Felicidade?

Nailor – A idéia é falar sobre “O papel do professor e a postura interdisciplinar”. No final, se resume a idéia de que é possível ser feliz sendo professor. Aqui no Brasil existe um pensamento de que as pessoas são professores porque não têm mais nada para fazer da vida, quer dizer então que professor não é uma carreira, é um ganha pão, um complemento, é a profissão da mulher, de quem não tinha nada para fazer. Aquele brilho, glamour, aquela coisa fantástica se perdeu, foi esfarelando, principalmente do fim da ditadura pra cá. Esse trabalho é justamente para reconstruir ao próprio professor a imagem dele, como eu me vejo o que eu entendo que significa ser professor, porque se ele enxerga como um complemento de renda, como alguma coisa que não vai ter possibilidade de ser uma profissão efetiva, ele nunca fará o seu trabalho com plenitude.

 

AI – Outro aspecto abordado nas suas palestras na área educacional é a interdisciplinaridade. Como você a relaciona hoje?

Nailor – Na palestra tento corrigir um pouco uma coisa que eu acho que está um pouco equivocada, que são as aulas interdisciplinares. Hoje se fala bastante nisso. Eventos dessa natureza evitam tratar desse assunto porque na verdade metade pensa que é conversa fiada, a outra metade pensa que é algo tão complicado que é melhor nem falar, quando na verdade a interdisciplinaridade sempre existiu. As pessoas sempre foram interdisciplinares, não existem aulas, mas sim pessoas interdisciplinares.

 

AI – A felicidade está bem próxima do professor?

Nailor – Sim. Para isso, ele tem que aceitar que ser professor é uma profissão. Na minha opinião é a mais importante, pois precede todas as outras. O professor precisa ter compreensão daquilo que ele faz, a motivação já está construída, motivação significa o motivo para alguém praticar a ação. O que ele precisa é encontrar a razão pela qual ele deveria fazer isso, e fazer bem feito, se ele descobre isso vai ser feliz, porque é uma profissão tão mágica como qualquer outra ou até mais mágica. Só os professores têm capacidade de jogar sementes para mudar o mundo.

 

AI – Como é retornar à Presidente Prudente, nessa palestra na Unoeste?

Nailor – Eu lembro desse lugar (Campus I) quando era uma fazenda, estou muito emocionado, por voltar na condição que eu estou aqui hoje. Já falei em muitos lugares, essa é a minha palestra número 1.046. Já falei em Portugal, Argentina, Paraguai, Chile e nunca tinha falado em Presidente Prudente. É uma dívida que estou pagando comigo mesmo. Estou muito encantado e feliz em ver o que a Unoeste fez ao longo desses anos. Quando saí daqui, a Unoeste era uma ‘menininha’, uma instituição com 5 anos. Na verdade a Unoeste é um divisor de águas na cidade. Podem aparecer muitas outras aqui, mas a Unoeste que trouxe “a civilização para cá”. É responsável por toda essa urbanização. Fico ainda mais feliz por minha primeira palestra ser aqui.

 

AI – Você tem hoje em Maringá (PR) um Atelier de Redação como é esse trabalho?

Nailor – O Atelier de Redação tem 20 anos é um trabalho inédito. Posso dizer que sou um maluco com sorte, pois manter uma escola de Língua Portuguesa para brasileiros é uma coisa fantástica. Eu conto no exterior e ninguém acredita, uma escola da sua própria língua no seu próprio país. A nossa intenção é ajudar a fazer com que as pessoas repensem a língua como um instrumento de trabalho. O local é procurado por diferentes gerações, desde crianças até profissionais. Em 20 anos passaram pelo Atelier mais de 15 mil pessoas. É a menina dos meus olhos.