A presidentE Dilma tem sido uma grata surpresa. Eu não votei nela, fiz campanha contra abertamente, mas sou adulto suficiente para reconhecer que ela está fazendo um bom trabalho, pelo menos no que diz respeito a desmontar sistematicamente a quadrilha montada pelo ex (graças a Deus) presidente Lula.
A queda dessa corja que sustentou lula (com minúscula mesmo) nos seus arroubos espetaculosos de falso progressista, de populista barato a la chavez e morales. Esepramos todos os brasileiros que com a reforma ministerial mais um grande passo seja e a herança maldita de lula seja varrida do cenário político brasileiro.
Precisamos que a imprensa continue a sua caçada e no alvo agora gostaríamos de ver a família sarney, assim desmontando um dos pilares do coronelismo nordestino que insiste em sobreviver.
Neste sábado, 26/11/11, Miguel acordou e viu a pérgola que estava sendo construída em nosso jardim e perguntou:
- O que é isso, papai?
- É uma pérgola para enfeitar nosso jardim e como ela não está pronta você vai ter que trabalhar para ajudar o Dida, que é nosso caseiro.
Ele disse que estava bom e foi, mas eu fiquei só olhando, não saí do meu lugar, ele então voltou, bateu na minha barriga e disse:
- Vamos, barrigudinho, você vai trabalhar também.
Sábado, 19/11/11, trouxe o Miguel para o Atelier de Redação comigo. Atrás da minha mesa ficam, em quadros, muitas fotos com quase toda a história da minha carreira, tanto de escritor quanto de palestrante ou ator. Fotos de vários períodos da minha vida. O Miguel, curioso como sempre, começou a indagar de que se tratava cada uma. Parou numa foto em que estou ainda bastante cabeludo, uma foto tirada no dia do lançamento do meu livro Ópera Poems em 1992. Ele direto perguntou:
- Quem é aquele, papai?
- Sou eu, não tá reconhecendo.
- Mas tem muito cabelo, só se for quando você era bem jovem.
Isso é que eu chamo de honestidade a toda prova.
Semana passada (primeira de novembro de 2011) comprei um produto numa loja e resolvi pagar com cheque. A moça do caixa, de uns 20 anos talvez, pediu meu telefone, eu dei o número do celular, mas ela inSistia que eu deveria dar um número fixo, só que eu não tenho e diante de nova insistência pedi que ela anotasse o dela.
Depois pediu meu endereço, eu disse Rua Quintino Bocaiúva.
- Quintin? ela disse.
- Não, Quintino Bocaiúva, eu disse, o grande jornalista republicano.
- Não conheço.
Escrevi no cheque o endereço correto e lhe entreguei, quando ia saindo ela me perguntou:
- O que é um republicano?
Parem o mundo que eu quero descer.
Ontem, domingo, 06/11/11, fui com o Miguel a um passeio ciclístico promovido pela escola dele, Anjos Custódios de Marialva. Ao sairmos de casa ele me disse:
- Tô doidinho pra andar de bicicleta.
O que não era de todo verdade, porque ele detesta acordar cedo. Mas estava acordado então disse sua frase de efeito. Agora ele aprendeu a palavra doidinho e usa para quase tudo e produz um efeito muito engraçado.
Chegamos ao tal passeio, mas antes houve uma reza, depois coral, depois alongamento, tudo que não estava nos planos dele e ele não participou de nada. Eu lhe perguntei;
- Mig você não vai rezar e aquecer antes?
- Não, eu vim aqui pra andar de bicicleta, não pra rezar.
Eis aí a objetividade levada ao extremo.
Sábado, 05/11/11, o Miguel estava em casa comigo e resolver brincar com dois pesos que tenho para fazer ginástica. Com cada um pesa 6 quilos fiquei com medo que ele se machucasse e lhe disse;
- Isso é perigoso, Miguel, pode cair no seu pé e vai machucar.
- Não machuca não, ele respondeu.
- Machuca sim, então vamos combinar que não pode mexer aí, combinado?
- Não, ele disse, de modo categórico.
- Como assim não?
- Não vou fazer trato nenhum, porque eu quero brincar com eles e se eu fizer um trato não poderei brincar.
Não posso dizer que ele esteja errado, muito menos que não entende o jogo social.
O poeta maranhense Ferreira Gullar foi grande amigo da escritora Clarice Lispector, quando ela morreu ele traduziu a nossa falta de importância com o poema A morte de Clarice Lispector
enquanto te enterravam
No cemitério judeu de São Francisco Xavier
E o clarão do teu soterrado resistia ainda
O taxi me levava a borda da Lagoa
Em direção a Botafogo
E as arvores e as pedras e as nuvens no vento
Mostravam alegremente que não dependem de nos.
Domingo, 23/10/11, Miguel estava comigo no carro para comprarmos coisas para o almoço. Para passar o tempo, como de costume, cantamos varias musicas que ele aprende na escola. Eu adoro cantar uma parte e inventar o resto. Ele também. Mas quando estamos juntos e ele quer que a sua vontade seja feita, ela inventa regras para a brincadeira.
Eu comecei a inventar uma canção ele me disse:
- Para, para, não e assim.
- Eu sei, mas eu estou inventando.
- Mas não e para inventar, quando duas pessoas estão cantando só uma pode inventar.
-Bom, se só uma pode inventar, então eu invento, eu disse.
- Não, eu não expliquei direito, quando tem duas pessoas cantando só a criança pode inventar.
Assim nascem os ligeiros. Assim as regras sociais são criadas para servir a quem interessam. Recebi naquele momento uma das melhores aulas sobre sobre processo de formação histórico de regras socais.
Recebi ontem um comovente apelo de uma leitora (dentre as cinco) que me pediu que voltasse a postar poemas. Quero abrir a nova fase com Roberto Martins, grande amigo, grande poeta:
Se ignoram o meu poema
Pouco me importa
Eu quero mesmo é mascar flores
E vomitar perfume no mau cheiro do mundo
Meus amigos e queridos 5 leitores, depois de infinitos problemas com meu blog, pois não conseguia postar mais (por isso andei ausente), descobri que todo meu impedimento era apenas o antivírus (Norton), que deveria me ajudar e estava me atrapalhando. O programa entendia a postagem como vírus e não me permitia fazê-la. Agora troquei de antivírus e o problema está resolvido.
De novo vocês vão ter de me engolir.